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Alan Santos faz retrospectiva no Vitória, lamenta suspensão e elogia Páscoa: "Cara muito profissional"

Capitão rubro-negro é desfalque de jogo decisivo contra o Paysandu por causa do acúmulo de cartões amarelos; Ewerton Páscoa será o substituto

O Vitória vai para a partida mais decisiva do ano sem seu capitão. Suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos, Alan Santos desfalca o Rubro-Negro neste sábado, contra o Paysandu, em encontro válido pela última rodada da Segunda Fase da Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo vai ser disputado no Estádio da Curuzu, em Belém, e tem início marcado para as 17h (de Brasília).

+ Veja mais notícias sobre o Vitória+ Veja a tabela de classificação da Série C

1 de 5 Alan Santos na partida entre Vitória e ABC — Foto: Pietro Carpi/ EC Vitória

Alan Santos na partida entre Vitória e ABC — Foto: Pietro Carpi/ EC Vitória

Apesar de não poder entrar em campo, Alan Santos embarcou com o elenco para Belém e vai acompanhar a delegação rubro-negra. Em entrevista exclusiva ao ge, o defensor falou sobre o papel de líder que exerce no vestiário e destacou a importância de acompanhar de perto a partida que pode valer o acesso do Vitória para a Segunda Divisão.

- Quando cheguei no vestiário, que vi a diretoria, eu avisei que ia viajar. Se o Vitória não quisesse arcar com minha viagem, eu ia dar um jeito de estar lá, junto com o grupo. Eu sei como foi difícil essa logística da Série C. Na primeira fase, eu não tomei cartão amarelo, e agora foram três em cinco jogos. Então tinha que ser, mesmo eu não querendo. Eu fiz de tudo para não tomar, mas aconteceu. Então eu estarei lá como um ombro amigo, para que a gente possa sair de lá com êxito no nosso objetivo - contou o Alan Santos.

- A faixa simboliza uma liderança, mas a gente tem, dentro do grupo, vários líderes. O comandante desse barco é o João Burse, o cara que direciona. Eu tento representar ele dentro de campo. Tento ser um braço dele dentro de campo. Eu acho que muita gente vê uma parte de minha liderança como positiva, porque eu não jogo meus companheiros para baixo - completou o zagueiro.

Sem Alan Santos, quem ganha a vaga no time é Ewerton Páscoa.

O zagueiro de 33 anos está na Toca do Leão desde o início da temporada. Ele já esteve no 11 inicial sob o comando de Dado Cavalcanti e Geninho, mas não aparece entre os titulares desde abril. De lá para cá, são 28 minutos em campo durante partidas contra São José-RS, Paysandu e Figueirense.

2 de 5 Ewerton Páscoa em treino do Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Ewerton Páscoa em treino do Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Páscoa foi elogiado por Alan Santos, que destacou a experiência do colega de time e até ensaiou uma previsão para o gol do acesso.

- Trabalhei com ele no Santos, é um jogador muito experiente, um cara muito profissional. Um cara que jogou em vários clubes competitivos, tem experiência, está preparado para um jogo decisivo. Vou estar do lado de fora, torcendo para que ele seja perfeito em tudo que fizer dentro de campo. É meu "irmãozão". Desejo tudo de melhor para ele nesse jogo, que ele seja sensacional em cada duelo. Que ele seja o cara decisivo. Futebol tem essas coisas que a gente não entende. Às vezes, o cara que não está jogando o ano todo é quem faz o gol do acesso - projetou Alan Santos.

Sonho de ser campeão e retrospectiva

Contratado como volante, no fim do ano passado, Alan Santos chegou sob poucos holofotes e hoje é zagueiro e capitão do Vitória. A trajetória é curta, mas vivida forma intensa em uma temporada que pode ser marcante para o Rubro-Negro. Esse ao menos é o plano do defensor, que, além do acesso, ainda não desistiu de buscar o título.

- Torço muito para que a gente possa ganhar bem, para que o Figueirense ganhe bem do ABC também, porque eu quero jogar a final. (...) Eu quero jogar a final, quero ser campeão com esse time, marcar história. A Bahia não tem, por 35 anos, um campeão nacional. Eu sou daqui de Salvador e desejo ser campeão, marcar a história aqui.

- O acesso tem um impacto muito bom, mas o título marca gerações, você faz histórias no clube. Eu quero sentir isso aqui no Vitória, sou de Salvador, da base, eu admiro e amo esse clube - disse o jogador.

3 de 5 Alan Santos em treino do Vitória — Foto: Pietro Carpi / EC Vitória / Divulgação

Alan Santos em treino do Vitória — Foto: Pietro Carpi / EC Vitória / Divulgação

Para disputar a final, o Vitória precisa contar com derrota do ABC contra o Figueirense, vencer o seu jogo e tirar saldo de gols. Neste momento, o Rubro-Negro tem menos dois contra três do líder potiguar. Confira aqui os cenários para a última rodada da Série C.

+ Cenários da Série C: Vitória e Figueira lutam por última vaga em grupo; ABC tem topo encaminhado

- Tem todo o contexto que o clube viveu esse ano, né? A diretoria tem se esforçado bastante para tudo acontecer, em termos de estrutura. Eles têm dado o melhor para a gente trabalhar. A comissão também tem feito muito. Sei que são muito dedicados. E no dia a dia eu não vejo ninguém com corpo mole. Mesmo quem não está jogando, todo mundo está entregando o seu melhor. Cada um tem buscado seu espaço. Então acho que, por merecimento, o clube tende a chegar - avaliou.

Enquanto a bola não rola para a rodada decisiva da Terceira Divisão, Alan Santos relembra os principais momentos vividos com a camisa rubro-negra na temporada. O zagueiro destacou a chegada de João Burse como ponto de virada; lembrou da partida em que os pais, torcedores do Bahia, assistiram a um jogo do Vitória no Barradão; e trouxe como ponto negativo o terceiro cartão amarelo recebido contra o Figueirense.

- O melhor momento foi nessa retomada no campeonato, a chegada do Burse, com uma metodologia que se encaixou com o grupo. Tivemos uma série de confrontos diretos, Figueirense, Paysandu, times que estavam lá na parte de cima. Eram jogos difíceis, e nossa torcida abraçou o projeto. O último jogo, contra o Brasil de Pelotas, foi muito marcante. Cada jogo foi muito decisivo. A gente veio de final atrás de final, tendo que ganhar jogo, tendo que buscar as vitórias, porque o empate não fazia sentido nenhum - contou.

- Meus pais, que são torcedores do rival, estavam assistindo a um jogo aqui. Foi contra o Figueirense, que começou nossa arrancada, naquele 2 a 0. Teve também o jogo contra o Brasil de Pelotas, que foi o jogo da classificação. (...) E me marcou negativamente, com tristeza, estar fora desse jogo. Recebi o terceiro amarelo, ainda tentei conversar com o juiz, fiquei muito triste - completou.

Torcida e mensagem de paz

Durante a conversa com o ge, Alan Santos também lembrou a torcida do Vitória. Dono de todos os recordes e da melhor média de público da Série C, o Rubro-Negro teve o Barradão como palco de festas que marcaram a arrancada desde a reta final da primeira fase da Série C.

4 de 5 Torcedores do Vitória apoiam equipe no aeroporto de Salvador — Foto: Renan Pinheiro

Torcedores do Vitória apoiam equipe no aeroporto de Salvador — Foto: Renan Pinheiro

A torcida do Vitória, na prática, levou o apoio para além da arquibancada e empurrou o time também durante embarques antes de jogos decisivos contra Mirassol e Paysandu, fatos que foram lembrados por Alan Santos.

- Cara, eu não tenho que falar nada, só agradecer. Acho que, como atleta, tenho gratidão pelo que eles fizeram. A gente brigando para não cair, e eles lotaram aeroporto e estádio. É surreal, não tem como comparar o que eles fizeram. Vivi situações, em outros clubes, em que a torcida abandonou a gente, ficamos com estádio vazio. Aqui foi o contrário. Por merecimento, para alegria deles, tem que terminar esse ano com acesso. A torcida tem uma parcela muito grande de tudo que está acontecendo com o Vitória. Então, para a torcida, eu só tenho gratidão. Meu desejo é que a gente tenha mais um jogo, porque eu quero estar de frente com essa torcida para que a gente possa comemorar títulos.

5 de 5 Vitória é recebido pela torcida no Barradão — Foto: Celo Gil / FBF

Vitória é recebido pela torcida no Barradão — Foto: Celo Gil / FBF

Ao falar sobre torcida, Alan Santos pontuou os recentes episódios de violência e deixou uma mensagem de paz. Em 2022, uma organizada do Vitória esteve envolvida em dois episódios marcantes: um motociclsita que foi agredido por ser confundido com um torcedor do Bahia; e uma briga que terminou com três feridos em São Cetano.

- Quero que os torcedores entendam que o futebol é o maior entretenimento do Brasil, é a alegria do brasileiro. Então rivalidade é natural, mas as pessoas têm que entender que não são inimigos. Os clubes são rivais, mas a gente não é inimigo. Tem profissional que trabalhou aqui que trabalhou lá, e profissional que trabalhou lá e trabalhou aqui também. Tem amigos com quem joguei em outros clubes, que fizemos amizades, que levei para minha casa. Dentro de campo, é prato de comida, eu tenho que ganhar. Só que, acabou o jogo, o respeito é mútuo. (...) Quando entra em campo, é questão de dignidade, de representar quem está na arquibancada. Só que as pessoas não entendem que não passa de rivalidade, as pessoas colocam clube como religião, criam inimigos. Se o cara escolheu outro time, a escolha é dele, vamos respeitar. Eu respeito o outro lado, a escolha de todo mundo. Futebol é família. Não é violência. É ter crianças no estádio - concluiu.

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