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FC Porto-Sp. Braga, 1-0 (crónica)

Grande Prémio da Colômbia no bolso do Dragão

Aqueçam os pneus, façam roncar os motores… E luz verde! Aí vai o Dragão largado para mais uma vitória. São 42 jogos sem perder na Liga, já lá vão mais de 14 meses.

Esta noite, foi primeiro a alta velocidade e depois aos solavancos que o FC Porto ultrapassou uma das suas bestas negras no plano interno.

À partida para este jogo, os azuis e brancos só haviam vencido por uma vez nos últimos oito duelos um Sp. Braga, que foi a última equipa a ganhar no Dragão para competições nacionais (a 3 de março para a Taça de Portugal, 2-3).

Também por isso, certamente, Sérgio Conceição encarnou o adversário com respeito. A ponto de mudar a disposição tática.

Conceição adaptou para não se expor ao 3-4-3 maleável de Carlos Carvalhal: trocou o habitual 4-4-2 por um 4-3-3 que dava ao FC Porto maior controlo do miolo. O sacrificado foi Taremi, tendo Evanilson jogado no eixo do ataque apoiado por Otávio e Luis Díaz nos flancos.

Na defesa, perdeu Pepe a meio da primeira parte – Fábio Cardoso entrou e não comprometeu.

Mas voltando ao centro da questão: quem tem Vitinha e Uribe raramente pode perder a batuta do jogo. E assim foi, pelo menos durante a primeira parte. O FC Porto controlava a posse, variava o flanco e pressionava alto sobretudo tentando aproveitar o sofrível jogo de pés do guarda-redes Matheus.

Até que, lançado por Uribe, Luis Díaz, todo ele potência e altas rotações, acelerou para o golo.

Vruuumm. Grande Prémio da Colômbia. Neste caso, uma taluda. E o FC Porto guardou-a no bolso.

Sim, em dia de decisão na Fórmula 1, fomos buscar a analogia lógica de um despique do épico entre Verstappen e Hamilton.

Na verdade, o futebol é também corrida, curvas apertadas e frisson e mudanças de estratégia nas boxes/bancos.

Mas voltemos ao jogo para referir que antes do golo portista, depois de duas ameaças, houve uma oportunidade soberana para os minhotos, aos 15m. O Sp. Braga tentava desdobrar-se com perigo quando recuperava a bola. Foi assim que Moura fez estremecer o poste e as bancadas do Dragão no principal sinal de perigo dos minhotos na primeira parte.

Ao intervalo, o FC Porto estava em vantagem no marcador e no resto: 55%-45% em posse de bola, 5-3 em remates, 3-0 em cantos.

Era expectável que para a segunda parte, com o Sp. Braga mais desfalcado (sete jogadores de fora) e com menos 48 horas de descanso nas pernas, o FC Porto fosse ganhando ainda mais o domínio de jogo.

Puro engano.

Conceição mudou para um mais prudente 4-1-4-1, com Uribe a varrer à frente da defesa. Mesmo com muita juventude a sair do banco, o Sp. Braga cresceu, abeirou-se da área portista e esteve perto do golo: Ricardo Horta, Moura e Vítor Oliveira (o Vitinha minhoto) fizeram o Dragão suar.

Sobretudo quando os azuis e brancos desperdiçaram a oportunidade de matar a partida com o 2-0, que também rondou a baliza de Matheus.

Teve o FC Porto vencer até final para respirar de alivio já na reta da meta.

Os dragões voltam a subir ao lugar mais alto do pódio desta Liga. Tudo graças a um bólide que pelo menos carburou com um combustível especial: o F1 azul e branco moveu-se a energia cafetera.

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