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Mesmo com ausências, Hélio é cauteloso com uso de destaques do sub-20 em reta final da Série B

No banco contra o América-MG, técnico teve cinco atletas que participaram das campanhas vitoriosas no Pernambucano e na Copa do Nordeste da categoria, mas não os utilizou

O Náutico tem enfrentado um surto de Covid-19 que, somente no último jogo, contra o América-MG, tirou seis jogadores de ação. Por conta disso, o banco de reservas da equipe teve cinco garotos do sub-20, destaques dos títulos estadual e regional da categoria nesta temporada: Thassio (lateral-direito), Carlão (zagueiro), Juninho Carpina (meia), Luiz Felipe (meia) e Júlio (atacante).

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Nenhum deles, porém, entrou em campo no empate em 0 a 0. Segundo o técnico Hélio dos Anjos, a reta final da Série B, quando o Náutico tenta escapar do rebaixamento, não é o momento ideal para lançar os garotos - embora admita que isso possa ser necessário.

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"Em dois meses, é difícil criar uma condição para usar jogadores da base. Mas acho que o futuro do Náutico passa, sim, por a gente aprimorar mais esses atletas, em cima de um trabalho legal que já é feito. Mas estou atento, porque, se tiver condição de fazer um trabalho normal, de iniciar e ter projeção de terminar uma temporada aqui no Náutico, vou usar, sim, esses jogadores."
Juninho Carpina em treino do Náutico — Foto: Caio Falcão/CNC
1 de 1 Juninho Carpina em treino do Náutico — Foto: Caio Falcão/CNC

Juninho Carpina em treino do Náutico — Foto: Caio Falcão/CNC

Mas, para o momento, a tendência é que, enquanto houver opções mais experimentadas, Hélio optará por elas. Caso, por exemplo, da posição de meia - em que Juninho Carpina, craque do Nordestão sub-20, tem dois concorrentes.

- Não adianta pedir... "Tem que usar a base". Tem. E ela está sendo usada da maneira que pode. Mas tenho o Carpina, que é um jogador, um meia, que faz a função de Jean, de Ruy. Carpina não é um jogador que eu posso usar pela beirada. Pela beirada, temos Wanderson, Julio, que são jogadores interessantes. Carlão foi usado normalmente aqui dentro. Vamos fazer tudo dentro da normalidade.

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Por fim, o treinador falou sobre seu histórico. Segundo ele, revelar talentos é uma de suas características.

- Em todos os clubes que passei, tive oportunidade de dar chance para atletas oriundos da base. Porque eu quis? Não. Porque a base me deu essa oportunidade. Todo mundo sabe da história no Sport, dos jogadores que foram lançados em 96, do Bahia, do Goiás, onde saíram jogadores excepcionais, sob nosso comando, assim como no Juventude.

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