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Fieg culpa Caiado por alta nos casos de Covid-19 em Goiás

O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, afirmou há pouco que o governador Ronaldo Caiado (DEM) não fez a parte dele no

O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, afirmou há pouco que o governador Ronaldo Caiado (DEM) não fez a parte dele no combate ao coronavírus e, por isso, as estatísticas relativas ao Covid-19 crescem em ritmo acelerado em solo goiano. Mabel afirma também que não há razão para restringir o funcionamento das indústrias por causa da pandemia porque os pátios industriais são “ambientes seguros”.

“[Caiado] não seguiu as recomendações do procurador da República, Augusto Aras, para que se usasse cloroquina, intromicina e outros”, disse Mabel. “A indústria é um forte apache contra a Covid. Estão tirando de um ambiente seguro para colocar em um inseguro [convívio social]”.

O  presidente da Fieg afirma que a história vai responsabilizar Caiado por sua postura diante da pandemia. Mabel diz que toma decisões sozinho e não equipou o Estado como necessário.

“Essa pandemia vai separar gestores que enfrentaram a pandemia com responsabilidade, com a criação de UTIs necessárias (que até hoje não são suficientes), fechamentos parciais, protocolos com remédios precoces, dos meninos”, afirmou.

Na opinião dele, o governo quer agora “empurrar” a responsabilidade da crise para os prefeitos. “A responsabilidade é dos governos. Não tem como passar para prefeitos e comerciantes. Enquanto o governador toma um café da manhã farto a população perde seu emprego e passa fome”, acusou.

Mabel declarou, também, que Fieg e entidades que representam o empresariado fizeram a sua parte no monitoramento de grupos de risco. “Nós fizemos o que era possível”.

Elogios a Aparecida

Mabel aproveitou este momento para citar o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB), que criou protocolos de isolamentos baseados no número de ocupação de leitos de UTI. Segundo Sandro, a cidade segue funcionando de forma ordenada.

Na ocasião, Reginaldo Faria, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis, relatou preocupação da categoria. Para ele, o fechamento intermitente proposto pelo governador Caiado – no qual somente o essencial ficará aberto e o demais alternará por 14 dias – não é viável.

“Os empresários estão fazendo a parte deles, mas o governador não”, acredita o sindicalista, que pede a retirada de impostos como medida. “O empresário não aguenta mais.”

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