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Agora são oficiais da Marinha que manifestam apoio ao general Heleno

A carta aberta divulgada ontem pelo Clube Naval "acaba com aquela história de que a Marinha não estava alinhada" com as insatisfações do Exército, diz um assessor militar do Palácio do Planalto. O texto, enviado pela entidade aos oficiais associados

A carta aberta divulgada ontem pelo Clube Naval "acaba com aquela história de que a Marinha não estava alinhada" com as insatisfações do Exército, diz um assessor militar do Palácio do Planalto. O texto, enviado pela entidade aos oficiais associados, da ativa e da reserva, é assinado por seu presidente, o almirante de esquadra Eduardo Monteiro Lopes. O almirante é visto como um militar "moderado, tranquilo e sem inclinações incendiárias". A nota, na avaliação do assessor palaciano, "indica a linha de pensamento majoritária da Marinha".

No texto, o Clube Naval critica o Supremo Tribunal Federal e manifesta seu apoio ao general Augusto Heleno, chefe do Gabinete Institucional da Presidência da República. Começa por repudiar "com veemência a arbitrária decisão" do ministro Celso de Mello de divulgar o vídeo da reunião ministerial do dia 22. Afirma que, logo depois de a gravação ter chegado ao magistrado, fragmentos de seu conteúdo foram "escancarados ao público, e de pronto aproveitados por significativa parte da mídia para satisfazer propósitos desconhecidos de proselitismo ideológico".

Em seguida, a nota classifica de "usurpação" de competência do Presidente da República a decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a diretoria geral da Polícia Federal. Para o Clube Naval, as recentes decisões da Corte configuram "intromissões inaceitáveis" e, diante do risco de serem emuladas por outras instâncias do Judiciário, podem contribuir para "tumultuar o país".

Por último, o documento diz concordar "integralmente" com a nota assinada pelo general Augusto Heleno em que ele diz que que uma eventual apreensão do telefone celular do presidente Bolsonaro configuraria "uma afronta ao Poder Executivo" e traria "consequências imprevisíveis para a estabilidade" do país.

O texto do presidente do Clube Naval termina dizendo que a consulta de Celso de Mello à Procuradoria-Geral da República em torno da possibilidade de apreensão do telefone do presidente é "inconcebível". A exemplo do que fez Bolsonaro, o almirante Monteiro Lopes sugere que o decano do STF pode ser enquadrado na Lei de Abuso de Autoridade pela iniciativa.

E isso tudo foi antes do arrastão bolsonarista determinado pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news.

Os quartéis estão agitados.

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