Análise: gol no fim resgata um Fluminense que, mesmo com time ...

O Fluminense ocupou a lanterna do Campeonato Carioca por 24 minutos. A frase por si só já mostra como tem sido ruim este início de Campeonato Carioca e só não permaneceu graças ao gol de Kauã Elias, nos acréscimos para definir o empate em 1 a 1 com o Maricá, neste sábado, em Moça Bonita. Nas nossas análises, sempre há um cuidado ao falar deste time alternativo, por vários motivos que vão além do resultado. Dito isso, mesmo com todas as ponderações, é preciso evoluir.
Fluminense 1 x 1 Maricá | Melhores momentos | 3ª rodada | Campeonato Carioca 2025
Antes, o óbvio precisa ser esclarecido: mesmo com as críticas, o planejamento segue correto. As primeiras rodadas de Carioca não são nada perto de um ano fisicamente positivo para o elenco profissional. O que se cobra é desempenho destes jogadores que tem a oportunidade de entrar em campo. Afinal, sendo o time A, B, C ou D, ainda é o Fluminense que eles defendem.
É exagero cobrar um baile de um time que é um quebra cabeça: une garotos do sub-17, os do sub-20 qum não foram à Copinha, quem restou do sub-23 e reforços recém chegados. É consenso que esperar que o Fluminense goleie todos é utopia. Mas o mínimo é não se colocar numa posição onde vire o lanterna da competição por um minuto que seja.
Por fim, preocupa que alguns nomes, contratados ou vindos da base, não estejam conseguindo desempenhar neste primeiro teste. É cedo para cravar se servem ou não, mas não conseguir se sobressair contra times de baixo orçamento e pouco estruturados é um péssimo indicativo.
A boa notícia é que há outros que estão pedindo passagem, como Isaque, Riquelme Felipe e Wallace Davi. Diante do Maricá, Canobbio deixou boa primeira impressão. Kauã Elias, agora com a camisa 9 e jogando mesmo tendo passado mal na madrugada anterior, marcou seu primeiro gol em 2025. Há motivos para acreditar em dias melhores.
Dida lamenta gol sofrido pelo Maricá contra o Fluminense — Foto: André Durão
O primeiro tempo do Fluminense diante do Maricá foi idêntico aos quatro anteriores disputados nesta Taça Guanabara por ter muito pouco ao que destacar. O Tricolor seguiu iniciando seus jogos como um time com muitas dificuldades de furar a defesa adversária e dependente de jogadas individuais. De finalização, só um chute de fora da área de Isaque.
Nesta marasmo, é possível citar dois nomes que "escaparam" das críticas: o bom volante Wallace Davi, que mostra personalidade com 17 anos e acha passes que muitos profissionais não conseguem. Ele encontrou bons lançamentos e furou a linha de marcação do Maricá em algumas oportunidades.
O outro foi Canobbio, que pode não ter sido brilhante, mas não se omitiu durante a partida. Entregou aquilo que se espera dele: um jogador que corre muito, que se dedica, que está em todos os lados do campo. Mas, devido a falta de entrosamento com a equipe, arriscou muitas jogadas individuais. Não dá para reclamar de omissão.
Confira a coletiva de Marcão, do Fluminense, após empate contra o Maricá
Na volta do intervalo, o Tricolor subiu de produção graças a crescente de Nonato. Se ele fez um primeiro tempo muito abaixo, foi o responsável por criar três grandes claras de gol — mesmo que ele tenha perdido a oportunidade de marcar em dois. Assim como contra Sampaio Corrêa e Volta Redonda, parecia que o Fluminense finalmente tinha achado um caminho até as redes.
Até uma falha custar caro. Freytes perdeu uma bola simples na corrida para Denilson, que entrou de cara para o gol e bateu na saída de Vitor Eudes. Com a vantagem, o Maricá se fechou ainda mais e não poupou esforços para mostrar que jogaria no contra-ataque para matar a partida. Teve oportunidades, mas pecou nos passes errados.
Pelo lado do Fluminense, teve que ouvir vaias, mas viu pesar o talento individual mais uma vez. No caso, de Riquelme Felipe. Os torcedores não entenderam porque ele começou no banco, mas a explicação é simples: controle de carga. Vale lembrar que ele tem 17 anos e está jogando profissionalmente pela primeira vez. Mesmo com pouco tempo em campo, conseguiu sofrer o pênalti convertido por Kauã Elias.
Há muito pouco para ser comemorado neste empate, mas, mesmo sendo um time alternativo, o Fluminense precisa mostrar melhor futebol.
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